Literatura inglesa

O primeiro grande mestre da literatura inglesa foi Geoffrey Chaucer, durante a Idade Média, porque consolidou o idioma inglês com sua obra “Os contos de Canterbury”. (poesia).

No Renascimento, há Willian Shakespeare, poeta de destaque na poesia com sonetos e, de maior expressão ainda no teatro, gênero em que criou peças históricas como “Henrique VI”, “Ricardo III”, “Ricardo II”, as comédias “Os dois cavaleiros de Verona” e “A comédia dos erros”.
 Suas primeiras grandes criações foram “Sonho de uma noite de verão”, “O mercador de Veneza” e “Romeu e Julieta”. Entretanto suas obras-primas são as tragédias “Hamlet”, “Otelo”, “Macbeth” e “Rei Lear”.

No século XVII o autor mais importante é Francis Bacon na prosa, e, na poesia, John Donne, com seus poemas amorosos e religiosos.  O principal deles: John Milton, com sua obra “Paraíso Perdido”, em que mostra reflexões sobre a existência humana.

A primeira metade do século XVIII apresenta influência do Classicismo francês na prosa: seus maiores representantes são Alexander Pope e Samuel Johnson. Neste século houve, ainda, o surgimento dos primeiros autores românticos. A poesia desta época expressa sentimentos, a harmonia com a natureza e valorização da imaginação. O ponto máximo da poesia se deu com a publicação da obra de Williann Wordsworth em 1796. A 2ª geração romântica tem como autores máximos Lord Byron, Percy Sheeley e John Keats.

No romance, predominaram as novelas sentimentais e a autora Jane Austen revela grande cuidado nos diálogos com as obras “Sensatez e sentimento” e “Orgulho e preconceito”. Porém, o narrador mais famoso da época é Walter Scott com as obras “Rob Roy” e “Guy Mannering”. Outras representantes românticas são as irmãs Brontë: Anne, Charlotte (“Jane Eyre”) e Émile (“O morro dos ventos uivantes”).

O romances realistas surgem ainda dentro deste mesmo século e o primeiro grande narrador é Jonathan Swift com “As viagens de Gulliver”. Há também a narrativa realista de Daniel Defoe com sua obra “Robinson Crusoe”.

A era vitoriana ou realista tem Charles Dickens com “Oliver Twist” e “David Copperfield”. Seu oposto, na época, foi Willian Thackeray, que retratou o mundo burguês com fina ironia em “Feira das Vaidades”. Outro autor desta época que criou romances de intriga e mistério foi Arthur Conan Doyle com seu personagem conhecido mundialmente “Sherlock Holmes”. Robert Louis Stevenson traz um romance de aventura em “A ilha do tesouro” e na literatura infantil Lewis Carrol criou  “Alice no país das maravilhas”, obra que ficou além de qualquer gênero.

O fim do século XIX tem Rudyard Kipling, contestando valores do império britânico e Oscar Wilde, um crítico da hipocrisia social em “O retrato de Dorian Gray”. O século XX mostra o reflexo da história do Reino Unido, abalado por duas guerras mundiais, crises econômica e social, além  da queda do império colonial. Destacam-se no teatro George Bernard Shaw, John Osborne; no romance, H.G. Wells em “A ilha do Dr. Moreau”, D. H. Lawrence, o autor mais polêmico, com “Filhos e amantes”, “O amante de Lady Chatterley, proibido na época pelo erotismo das cenas narradas. Na década de 20, apresenta o liberalismo de E. M. Forster, a ficção futurista de Aldous Huxley em “Admirável mundo novo” e a crítica social de George Orwell em “1984”.

O mais influente autor do século XX foi James Joyce, que renovou a escrita com a técnica do fluxo da consciência. A linguagem é fragmentada e suas experimentações atingem sua obra posterior, “Finnegans Wake”. Após a 2ª Guerra Mundial, a narrativa se mostra crítica da mentalidade contemporânea e da alta sociedade britânica. Os escritores que mais se destacam são Graham Greene, Anthony Burgess (“A laranja mecânica”) e Lawrence Durrel (“O quarteto de Alexandria”). Nas últimas décadas, há grande influência do existencialismo francês. Um dos principais autores é Samuel Beckett, que faz experimentações e dissolução da linguagem, tal como seu conterrâneo , Joyce.

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