Literatura Barroca

Dá-se o nome de literatura barroca às produções literárias do século XVII e metade do século XVIII

História da Literatura barroca

Nessa época, houve, na Europa, grandes transformações políticas, sociais e, principalmente religiosas: terminaram as grandes navegações, a burguesia aumentou sua influência e a Igreja se viu dividida devido à Reforma Protestante feita por Calvino e Lutero. Por este motivo, iniciou o movimento da Contra-Reforma a fim de conter as idéias renascentistas de valorização extrema do homem e propor uma volta à autoridade do rei e da Igreja.

O movimento foi mais forte em Portugal e na Espanha e começou principalmente nas artes plásticas para depois surgir também na literatura. A literatura barroca se caracterizou pela dualidade do homem diante da vida terrena (antropocentrismo) e a fé (teocentrismo).

Características da Literatura barroca

Na literatura barroca, a linguagem é rebuscada, usa de muitas figuras, especialmente metáfora, antítese, hipérbole. A isto se dá o nome de cultismo. Há, junto a este o conceptismo, que é o jogo de conceitos e silogismos expressos pelas idéias.

Os temas mais comuns na literatura barroca são a dualidade humana – espírito e matéria, bem e mal, céu e terra, Deus e diabo, que mostram as forças antagônicas do espírito humano.

Principais autores e obras da Literatura barroca

Em Portugal, a literatura barroca teve início em 1580, ano da morte de Camões e em que Portugal passa para o domínio espanhol. Seus autores mais representativos são: Padre Vieira, especialmente com sua obraOs Sermões”, Padre Manuel Bernardes e D. Francisco Manuel de Melo. Termina em 1756 com o surgimento da Arcádia Lusitana, quando se inaugurou um novo período literário, o Arcadismo.

No Brasil, a literatura barroca começou em 1601 com o poemaProsopopéia” de Bento Teixeira e terminou em 1768 com a publicação de “Obras Poéticas” de Cláudio Manuel da Costa, com o início do Arcadismo brasileiro.

Os principais autores da literatura barroca no Brasil são: Bento Teixeira, Manuel Botelho de Oliveira, Frei Manuel de Santa Maria Itaparica e, o mais importante deles, Gregório de Matos Guerra.


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